<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636</id><updated>2009-10-24T22:22:26.149-02:00</updated><title type='text'>(Para)fraseando a rotina.</title><subtitle type='html'>Quanto a escrever, vale mais um cachorro vivo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13557140898358817124</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>87</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-3468002419533132336</id><published>2009-08-09T04:06:00.002-03:00</published><updated>2009-08-09T04:12:33.366-03:00</updated><title type='text'>Os quadros do quarto.</title><content type='html'>Enquanto estive com Luísa, ainda possuia dois corações batendo em meu peito, e não era tão estranho quando, por ventura, o coração de Luísa batia mais forte em mim; o coração dela era um pouco menor, e por isso as coisas ficavam confusas, nesses dias eu invariavalmente chorava e me sentia pequeno, inseguro, mas eram também os poucos dias em que eu me lembrava de regar minhas flores. Eu perguntava à Luísa se ela não sentia falta de seu coração, e ela sorria, sorria e sorria, me deixando confuso, mas a tudo perdoava teu silêncio, quando tocava meu peito, e mesmo seu coração estando em mim, dizia me amar; talvez por isso eu não me baste, hoje, com um coração só pulsando em mim. Sinto falta de Luísa pulsando em meu peito, e ainda mais falta de quando ela se sobressaia, e falta de quando eu me sentia pequeno e chorava; hoje, Luísa, contratei um jardineiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-3468002419533132336?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/3468002419533132336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=3468002419533132336' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/3468002419533132336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/3468002419533132336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/08/os-quadros-do-quarto.html' title='Os quadros do quarto.'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-6499425406549477390</id><published>2009-07-31T14:02:00.001-03:00</published><updated>2009-07-31T14:02:24.275-03:00</updated><title type='text'>Moço</title><content type='html'>Seu moço, ainda sou jovem demais pra morrer de amor. Essas coisas levam tempo, nem três decepções nessa vida, e já me queixo tanto, de tanto amar. Diz pra mim, seu moço, essas coisas melhoram com o tempo?&lt;br /&gt;Tomara que sim, vou guardando tudo isso aqui de dentro num aquário, e um dia, bem quente, me afogo e morro. E vai ser bonito, morrer num mar de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-6499425406549477390?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/6499425406549477390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=6499425406549477390' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/6499425406549477390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/6499425406549477390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/07/moco.html' title='Moço'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-4695313004476209057</id><published>2009-06-27T02:36:00.003-03:00</published><updated>2009-06-27T20:35:41.171-03:00</updated><title type='text'>Três vezes, amor.</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Enquanto a gente se arrasta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Eu prefiro isso aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Os automóveis são livres e agora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; É preciso coragem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Olho meu rosto no espelho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E depois vou dormir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegava a senhora de cachecol vermelho e luvinhas pretas, contrastando as cores e adereços com sua idade já avançada, uma figura anacrônica em sua essência e apresentação, cabelos brancos disfarçados com tintura, mas possuia todos os dentes de forma muito bem apresentável - era o que salientava sempre, ao falarem de seus cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A neblina que restava mantinha o ar úmido, elevando assim a sensação de frio. Então, chegava a senhora se sentava ao lado do casal, sem pretenção alguma, e com muito zelo lhes pergunta o que faziam por ali - havia aula no momento e o pátio estava deserto. Não havia resposta cabível à tal pergunta, eram menino e menina, e estavam sentados no banco de concreto da escola; quando na verdade deviam estar em sala, talvez aprendendo algo que nunca usariam, mas se julga importante que aprendam. Não namoravam, e, portanto, sem o entrosamento do casal que se conhece por olhar os dois se perdem e ficam mudos, ela sorri e compreende que seria melhor não saber, se oferece para partilhar o frio daquela manhã de junho e fica por ali.&lt;br /&gt;A mocinha se recosta no ombro do menino, demonstrando sentir frio. A senhora nesse momento pensava se talvez estivessem juntos, e então pergunta:&lt;br /&gt;- Namoram, crianças?&lt;br /&gt;Os dois riem e dizem que sim, mas cada qual com seu respectivo par, grandes amigos - salientam. Ela ajeitava o cachecol com grande cuidado, e lhes reformula a pergunta:&lt;br /&gt;- Se amam?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Novamente risadas ecoam ao pático, mas o que se sucede é um grande abraço pontuado por uma afirmação contente; e o amor habitava naquele gesto singelo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;O menino lhe pergunta:&lt;br /&gt;- E quanto à senhora, existe alguém em quem pense com mais frequência?&lt;br /&gt;Era a vez da senhora de rir, ajeitar novamente o cachecol e declarar ter tido um único homem, ter sentido apenas um homem, no instante exato em que ela suspira e os olhos brilham, ele então reformula também:&lt;br /&gt;E esse homem, o amava?&lt;br /&gt;Ela então pega as mãos dos dois, com grande desvelo, e lhes segreda sua história sob a neblina de Junho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Anos atrás, muitos anos, me casei com o moço que conquistara o carinho de meu pai, eu tinha uma grande consideração por ele, e por amor a meu pai, me casei; e esse foi meu primeiro sacrifíco por amar. E vivi por três anos, pensando ter errado em meu idílio, e com três anos ao lado de um homem que até então eu não amara, descobri que talvez amar seja um tanto mais simples, pois se num domingo desses qualquer, me peguei sorrindo e festejando um título do time que ele torcia. Foi aí que percebi que eu não festejei o time, festejei a alegria daquele que dormia a meu lado todos os dias, abdiquei de meu repúdio ao futebol para partilhar sorrisos de meu homem; meu segundo sacrifício por amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Senhora acende um cigarro, e seguida de uma longa tragada solta a fumaça com tamanha melancolia, como se visse a cena na fumaça que demorava a se dissipar em meio à névoa, se assustou ao vê-los olhando fixamente, esperando um desfexo, e prosseguiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senti que os três anos em que eu não o amara não tinham sido perdidos, mas ganhos, ganhei três longas chances de saber morar ao lado do amor. E de três em três, de títulos em títulos, eu ainda não sabia que o amor me exigiria um terceiro sacrifício; num dia desses, os pulmões de meu marido, se descobriram com câncer, lembro que ele chorou, e lembro de ter jogado todos os meus cigarros, e também os dele, ao vento, senti que nada daquilo salvaria meu amor, e ainda assim fiz com a firmeza de que estava lhe salvando a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente ela para, traga com ainda mais força e arremessa o cigarro. Ajeita o cachecol  e se levanta, lançando uma lágrima ao chão e fixando os olhos nos dois no exato momento em que o sinal ecoa pelo pátio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-4695313004476209057?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/4695313004476209057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=4695313004476209057' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/4695313004476209057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/4695313004476209057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/06/tres-vezes-amor.html' title='Três vezes, amor.'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-9209805480214148814</id><published>2009-06-21T22:34:00.002-03:00</published><updated>2009-06-21T23:06:46.167-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tinha a voz bela - diziam -, mas preferiu o silêncio: Calado, assim, o moço coloca o casaco e segue, dobra  a esquina, anda por alguns metros e para em frente a um portão, adentra e olha a rua por um último instante; fecha o portão e se vira, contempla o roseiral que está no jardim, se ajoelha de frente a ele e faz uma oração. Se machuca numa das rosas, limpa o sangue que escorre, e decide voltar a cantar... Um outro dia, quem sabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-9209805480214148814?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/9209805480214148814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=9209805480214148814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/9209805480214148814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/9209805480214148814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/06/tinha-voz-bela-diziam-mas-preferiu-o.html' title=''/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-442357256421140292</id><published>2009-06-13T20:42:00.002-03:00</published><updated>2009-06-13T20:50:06.111-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-442357256421140292?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/442357256421140292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=442357256421140292' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/442357256421140292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/442357256421140292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title=''/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-4254966599664481933</id><published>2009-06-05T19:27:00.002-03:00</published><updated>2009-06-05T23:13:57.157-03:00</updated><title type='text'>Caminho(s)</title><content type='html'>Creio que fui deixando um pouco de mim para trás, à cada centímetro; desde que virei as costas para Helena naquela estação para nunca mais voltar. Fui ficando em migalhas pequenas, à cada passo que eu dava, sentia que só podia ser inteiro nos olhos de Helena; mas não voltaria. Meus braços foram os primeiros a ficarem pelo caminho, os últimos a tocarem Helena, depois minha boca, meu rosto não tardou e então joelhos, e então me virei enquanto me restavam os pés e olhos, tendo boca eu teria sorrido, ao ver Helena recolhendo o caminho que deixei para ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-4254966599664481933?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/4254966599664481933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=4254966599664481933' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/4254966599664481933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/4254966599664481933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/06/creio-que-fui-deixando-um-pouco-de-mim.html' title='Caminho(s)'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-6664778937329758750</id><published>2009-06-01T21:37:00.002-03:00</published><updated>2009-06-01T23:07:17.191-03:00</updated><title type='text'>Estojos ao chão</title><content type='html'>Mocinha abaixada no chão, com o rosto rubro de vergonha, tenta recolher os lápis e canetas que se espalharam pelo assoalho de madeira da sala de aula, "Pegue tudo" ralhou a professora lá da frente - com a autoridade de um sargento que intimida o soldado -, "Pegue e sossegue na carteira, já me canso de tantas vezes, destrambelhada que só". A menina, de pele alva, se recolhe ao seu lugar e tenta se acalmar, o rosto ainda rosado, se afunda no caderno e faz um desenho de sua professora:  Quepe afundado na cabeça até os olhos, farda repleta de medalhas - uma matadora. Se riu por alguns instantes de sua obra prima, olhou para a sala e ninguém mais ria, não que ainda se importasse realmente com os colegas de classe, eles não, riam apenas por costume do ridículo, coisa da idade, não lhes queriam mal. Conversa fiada com Clarinha e Aninha, lhes mostra o desenho e todas riem abafadinho, ai se a professora ouve, aponta o lápis verde para terminar de pintar, a ponta quebrou durante a queda. Se impressionava como sempre o lápis verde se quebrava, tantas cores e todas caiam e lascavam, se tanto, mas o verde sempre tinha de ser apontado após as inúmeras quedas e ela sentia dó dele, se extinguindo antes da hora, e tão lentamente.&lt;br /&gt;Sinal batendo estridente, levanta correndo a pobrezinha, e a cena repete, mas o estojo estava fechado dessa vez, ninguém nota. No ônibus senta-se ao lado de um moço dormindo, observa-o por cima das lentes do óculos e se sente familiarizada, nunca o viu e nunca mais veria e era bom tê-lo ao lado. Crespos branquinhos, um pouco calvo, pele negra por baixo do suéter antigo de quando talvez fosse mais novo, e dormia. Sacou o lápis a mocinha, desenhou um desenho belo de seu novo amigo, diferente da professora sargenta e lhe deixou sob a mão que segurava a divisória do assento. Mocinha, mocinha, distraída e destrambelhada a mocinha, não segura a freada do ônibus e bate a boca no ferro; sanguinho escorrendo do lábio e lagriminha do olho esquerdo, o cobrador solicito pula ao chão do ônibus e, cuidadoso, limpa a roupa branca "Cuidado, tá cedo pra dormir", e ri. Desce antes do ponto, despede-se do companheiro ao pular da escada do transporte, linda mocinha olha as cores que a água e o óleo do carro fizeram no chão, como se distrai a pequenina, senta no banco e olha a mancha, torcendo para o mundo não girar mais e para não estragar tão bela mancha, ela brincava com a manchinha, à distância, tão pequena já sabida de que as coisas de perto são distorcidas, tudo se torna caleidoscópico quando se aproxima, e talvez por isso o amor é tão bonito de perto, distorcido; tão óbvio, só tão pequenina assim pra entender, só tendo olhos tão tristinhos pra entender. Outro desenho, atira ao vento este, e corre pra casa sob a calçada molhada e imagina que as nuvens tem a cor de arco-íris, e as perninhsa finas passando rápidas sobre as poças, começa a gotejar, corre querida, corre pra não molhar, e ela corre até o portão cinza, abre, e então o mundo desaba em líquido. Ela ri, solta os cabelos e tira os chinelos ao entrar em casa, corre escada a cima e se tranca no quarto, encosta as costas na porta e desce se escorando, pula pra cama e abre a mochila, lápis sobre a escrivaninha, e a mocinha liga a música, e se volta para a mesa com tal alegria, e desenha, desenha tudo o que lhe vem à mente, música alta e  mocinha dá traços aos sons, sol s e pondo e ela inverte as cores. No seu quarto ela é tão feliz quanto se pode ser, e não é solidão ou medo do mundo, mocinha é ela mesma.&lt;br /&gt;A mãe bate na porta," Desliga o som, vai acabar surda menina", queridinha levanta num pulo, o tempo lento, os lápis caem ao chão e se espalham, ela dança em direção ao som, o chão é feito de plumas, ela desliga e as plumas somem, cuidado mocinha; ao chão, querida, ela cai sobre seus desenhos, pobrezinha ri e adormece... Durma meu bem, durma que tão cansada está, durma e logo acorde querida, teus lápis estão ao chão espalhados, parecem um arco íris se olhar bem; e a menina dorme... Enquanto sonha, ela não sabe que o lápis verde não perdeu sua ponta; foi o azul.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-6664778937329758750?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/6664778937329758750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=6664778937329758750' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/6664778937329758750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/6664778937329758750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/06/estojos-ao-chao.html' title='Estojos ao chão'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-311339253119584129</id><published>2009-05-26T21:16:00.005-03:00</published><updated>2009-05-26T23:53:01.863-03:00</updated><title type='text'>Perdão ( Ode a Chico )</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Te perdôo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Por contares minhas horas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nas minhas demoras por aí&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Te perdôo porque choras&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, quando eu choro de rir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Te perdôo&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Te perdôo por te trair&lt;/span&gt;. [ Chico&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estão no bar, os dois, ele de branco e ela de preto. Ele cheirando perfume, ela cheirando cigarros. Ele pensando em flores, ela em facas. Cada qual procurando ali no peito, os corações que deviam existir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De você, me ficaram três coisas, óbvio que não são boas babe, nem queira saber o que eu passei por sua causa, claro que tenho minha culpa ora essa eu nunca neguei que tive culpa, sei dela e assumo, sim aceito outro trago; sou eternamente culpado pelos meus medos e anseios que até hoje não consigo explicar, um medo louco de dar de cara com o muro, novamente, sabe meu bem?; esse muro que insiste em aparecer toda a vez que o amor se acaba, eu o conheço bem, não não diga que você também conhece, você não faz idéia do que é estourar sua cara no limo e ficar estendido no chão úmido, não sabe, não grita,  foi você quem construiu a porra do muro conforme sua necessidade de liberdade, liberdade você dizia, só vi egoísmo, mais cerveja?&lt;br /&gt;Você me abriu teu baú de segredos e talvez mais do que isso, eu tinha medo cacete, você despeja teus pecados e crimes, sim meu bem, luxúria é pecado, mentir é crime, eu era inseguro e me sentia na obrigação de te proteger, te perdoava sentia pena e te amava, mais e mais, enxuga esse rosto meu amor, vê se não borra a maquilagem à toa, não me diga que sabe o que é sentir vontade de chorar, passe o isqueiro por favor.&lt;br /&gt;Eu chorava, e chorava por conta da sua vida estar fodida, e por eu sentir que eu não ajudava em nada, você via isso, não te comovia em nada? Nã-não, você não é rica darling, não era depressão, ah está se tratando,  e eu já estou curado, mas não desvia minha atenção, aquilo tudo não te comovia? Porra, eu me comovia e me enternecia com tudo ligado a você, se tu não dormia eu sentia teu sono e se exagerava na bebida eu tinha dores de cabeça horrendas, não eu não vou gritar com você, não dou o prazer de me ver perdendo a linha; você nunca me amou babe, teu negócio é prazer e posse, você constrói os muros, os outros amam.&lt;br /&gt;Pode ir ao banheiro, não tenho pressa, e vê se retoca a maquilagem, esconde sua máscara, mais cerveja?; belo batom, devo assumir, mas borrou ali, talvez seja teu dom, borrar as coisas e ainda asim deixa-las bonitas; talvez aí more o seu tal 'amor', esse paradoxo louco e triste, isso pode ser amor babe.&lt;br /&gt;Não faça isso, não me peça essas coisas, eu quebrei o muro querida, levantei do limo e fui viver, não não adianta cara feia, não adianta, sem mais rosas pros teus prantos, eu prefiro as margaridas, sem beijo na testa, eu zelo por mim, devolva meus livros e meus discos, suba sozinha e bêbada as escadas, talvez você encontre o muro, talvez não, se encontrar me liga e se despeça porque amor é isso darling: Adeus. O que ficou de ti em mim? Seu beijo amargo me dizendo que era pra eu ser feliz, seu sexo apressado e o copo de café que você deixou pela metade, quando se foi.&lt;br /&gt;Não, não to indo, mas acho que é sua vez de cantar, suba lá e cante, como da primeira vez, vou embora ao final, toma um whiskey, é bom pra voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela canta cigarros facas e escuridão, canta o amor que não conseguira sentir e canta também o amor que se estabacou no muro sujo. Dois ou três bêbados que por ali estavam lhe aplaudiram e gritaram cortejos, ela cai no palco, e sinceramente chora. A garganta dói, o peito queima; melhor não amar. Estica as mãos em busca de um cigarro: O amor é Adeus, consegue olhar para a porta do bar, a tempo de vê-lo de costas, saindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;'Uma saideira, muita saudade&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt; E a leve impressão de que já vou tarde.'&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-311339253119584129?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/311339253119584129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=311339253119584129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/311339253119584129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/311339253119584129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/05/perdao-ode-chico.html' title='Perdão ( Ode a Chico )'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-2863181333782017999</id><published>2009-05-13T19:51:00.000-03:00</published><updated>2009-05-13T19:52:44.823-03:00</updated><title type='text'>Estimas de valores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Caiu em minha vida como quem não queria nada. Sem mais nem menos, apareceu. E por incrível que me pareça, não mais saiu. Não que eu fosse aquele que não tinha amigos ou camaradas. Gosto do convívio humano, mas aprendi a gostar ainda mais depois de conhecer o teu.&lt;br /&gt;Não foi somente aquele com quem dividi segredos, cantei ao lado e cozinhei junto. Foi aquele que me ofereceu a mão junto ao braço. Que não me deixou cair com o oscilar bêbado de meus sentimentos. Foi o único a ficar quando as cortinas se fecharam, as luzes se apagaram e todos foram embora.&lt;br /&gt;Das lembranças que tenho ao seu lado, não importa se foram boas ou se foram tristes, foram, antes de tudo, únicas. E sendo únicas; jamais esquecidas. O que tenho com você é a prova de que uma amizade pode sim mudar alguém, de que um amigo é mais do que cerveja no copo, ou futebol na televisão. Ah, com você aprendi o que é jamais estar sozinho, e que amigo de verdade não se faz, se reconhece. Não quero que viva por mim, nem que esteja presente em todos os momentos de minha vida. Quero que fique ao meu lado nas situações em que eu mais precisar como sempre esteve quando mais precisei. Pois tenha certeza, quando seguir em frente parecer um problema, fite sua esquerda e lá estarei.&lt;br /&gt;O que tenho contigo, meu amigo, é inquebrantável. Dos abraços e sorrisos, só tenho o que lhe agradecer. Por cada momento, cada risada, cada copo vazio, cada lágrima derramada a teu lado. Roubaste minha solidão sem nem ao menos pedir licença. Me ofereceste amparo antes mesmo d’eu lhe pedir proteção. Me ensinaste a sorrir antes de me apresentar o nascer do sol. Inquebrantável é pouco, o que tenho contigo, é substancialmente eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canalha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Confia nos teus camaradas de verdade e no teu maço de Marlboro, eles são os únicos dignos de seus sentimentos”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-2863181333782017999?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/2863181333782017999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=2863181333782017999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/2863181333782017999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/2863181333782017999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/05/estimas-de-valores.html' title='Estimas de valores'/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13557140898358817124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13489281365345672687'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-3035962961244536159</id><published>2009-04-08T21:24:00.008-03:00</published><updated>2009-06-07T13:12:29.962-03:00</updated><title type='text'>Haverá?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PgUU-EIQXx0/Sd9fP8Tsw2I/AAAAAAAAAD4/KyjZKFeLaJI/s1600-h/Rua+002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 218px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PgUU-EIQXx0/Sd9fP8Tsw2I/AAAAAAAAAD4/KyjZKFeLaJI/s320/Rua+002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323078012066644834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Nem poesias nem baladas,&lt;br /&gt;apenas água e calma.&lt;br /&gt;Abre a alma e mostra os seios,&lt;br /&gt;entre os seios me abrigue sem receio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sentado nesse banco, e pego um pedaço de papel surrado do bolso. Leio com calma o seu conteúdo, e guardo com uma delicadeza desnecessária - tendo em vista o estado surrado em que ele se encontra - cruzo meus braços e me protejo do frio que faz esse outono, nesse exato momento sinto falta de tecidos finos e coisas leves; sedas e rendas descompromissadas, que se ajeitam no corpo com tal perfeição que parecem peles extra-corporais.&lt;br /&gt;O frio aperta, apesar do sol, creio que seja culpa do vento, meu moleton não chega a ser suficiente para conter o final de tarde de outono; existe céu mais belo que o céu de outono? Poucas nuvens, um sol forte porém ineficaz, e um azul completamente diferente, azul que prefiro não nomear.&lt;br /&gt;As folhas secas do bambuzal caem conforme o vento bate, e o vento está batendo muito, muitas folhas pelo chão, então me arrisco a ficar descalço apenas pisando na maciez das folhas, apesar de secas, e começo a pensar 'Deus, ando tão vivo'.&lt;br /&gt;Olho o jardim com certa curiosidade, ele parece diferente à cada época do ano, embora pareça óbvio assim falando. Analizei-o com calma, sem a pressa de encontrar algo específico; sabendo, entretanto, que encontraria. Outro sopro forte do vento, e mais algumas folhas caem, não tenho vontade de tirá-las, deixo-as cairem onde quiserem.&lt;br /&gt;Nesse momento o céu começa a tomar outros tons, embora o azul ainda predomine, já vejo nuances fúscia ou arroxeadas, tudo com muita calma.&lt;br /&gt;Outra rajada de vento... Mas essa veio diferente, senti algo além de folhas e vento no rosto, me perdi em dois aromas suaves e distintos; o primeiro era um cheiro quente e forte, impregnava as narinas, se aproveitando do ar seco e do vento, o segundo cheiro... Era teu.&lt;br /&gt;Puxei o ar com força e sem dificuldade, o ar estava umedecido pelo aroma de café e de moça, foi como trazer, pelas narinas, um número quase sem fim de lembranças. Eu não sabia se eu estava lhe esperando, ou se você já havia chegado. Confundi saudade com desejo.&lt;br /&gt;Inspirei novamente o ar cada vez mais úmido, e então não resisto, me rendo; penso em ti com força, e pensei no que eu diria caso estivesses aqui, algo como:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;'- Te esperaria sentado nesse mesmo banco, nesse mesmo outono, ou numa próxima primavera, te esperaria com o semblante alegre de quem crê nas pessoas; pode ser que eu envelheça nessa espera, sentado olhando as folhas e o céu azul, mas eu te esperaria, mesmo que eu ficasse enrugado e com os braços finos e fracos à espera dos seus&lt;/span&gt;... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu não deixaria de esperar, nunca, pois não sou nada além de confiar em ti, e saber que você viria se sentar comigo, pediria desculpas pelo atraso e partilharíamos um bom futuro&lt;/span&gt;; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;te esperaria nesse banco puído de madeira no meio desse jardim que seria só nosso, só te peço que venha, pois eu esperaria.'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Parei de sussurar, e o vento me bateu no rosto novamente. Aromas próximos. Um leve arrepio na nuca e então fecho os olhos por alguns segundos de deleite, e sinto como se me cobrissem com algum cobertor ou manta, abro os olhos e vejo Você, que me cobre, me beija a testa com imenso carinho e me entrega o café e se senta a meu lado. Me sorri e diz algo como 'as crianças devem estar chegando', bebo um gole do café, enquanto seguro suas mãos com força, afagando seus cabelos; no momento exato em que percebo que já não preciso mais lhe esperar...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-3035962961244536159?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/3035962961244536159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=3035962961244536159' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/3035962961244536159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/3035962961244536159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/04/havera.html' title='Haverá?'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PgUU-EIQXx0/Sd9fP8Tsw2I/AAAAAAAAAD4/KyjZKFeLaJI/s72-c/Rua+002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-8122775136470925905</id><published>2009-03-18T17:29:00.008-03:00</published><updated>2009-03-23T23:41:45.527-03:00</updated><title type='text'>O Amor em 7 Dias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;6º Dia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordei num salto, estava sol e sem nuvens (o céu), estático, à espera de algo que modificasse todo aquele marasmo, enchi o peito de algo que não ouso nominar - ao menos não naquele dia - e esperei por algo que talvez nem acontecesse, mas eu precisava crer que sim.&lt;br /&gt;Fui pro mundo, e o mundo estava cheio, havia pessoas por todas as ruas ou praças ou parques. Eu não sabia ao certo onde você estava, mas não tinha pressa, era um dia preguiçoso que ia decorrendo se a menor pressa de acabar, ou sequer de começar.&lt;br /&gt;Um certo calor sobre o ambiente dava ao mesmo tempo a sensação de vivacidade de tanta gente, mas para mim, sobretudo, dizia algo mais, algo que me dava paz para calar os olhos, e chorar um belo sorriso.&lt;br /&gt;Não minto, a cidade era outra aquele dia, era riso e festa preenchendo os bueiros e os bancos, árvores e asfalto, as calçadas se transformaram em berços acolhendo a todos, dando a todos a liberdade boa de viver nas ruas; eu passava, olhando de fora sem conseguir entrar no meio de tudo aquilo, não por não querer, estava me guardando, tateando um pouco mais.&lt;br /&gt;Distraído, como se deve estar sempre, te encontro; acompanhada, porém linda. Caminhamos lépidos no meio de tanta gente, numa espécie de carrossel onde nos perdíamos e nos achávamos o tempo todo.&lt;br /&gt;Deitamos na grama, ao som de cachorros, lobos e arnaldos cantando,latindo ou o que quer que tenha sido; não ouvi. Estávamos próximos, mas não tanto quanto eu desejava estar. Logo senti um leve desespero de pensar que talvez eu não tivesse outra chance, um leve desespero de pensar que talvez você não sentisse que as coisas fossem correr bem. Olhei nos seus olhos, e vi o mesmo em teus olhos. Me apeguei ao seu olhar.&lt;br /&gt;Observamos a tarde que parecia tão lenta e preguiçosa, mas que, no entanto, nos tapeou; o tempo é inexorável, e passou tão rápido quanto se pode passar.&lt;br /&gt;Nos abraçamos para nos despedirmos, e o abraço me pareceu uma agressão, não por você, não por nós, mas por ser só mais um abraço, de despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me arrastei até minha casa; olhando o céu e maldizendo o tempo, e  da mesma forma como eu fôra até lá eu tinha duas mãos vazias... E um peito transbordando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-8122775136470925905?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/8122775136470925905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=8122775136470925905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/8122775136470925905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/8122775136470925905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/03/o-amor-em-7-dias.html' title='O Amor em 7 Dias'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-1536574836779472822</id><published>2009-03-08T20:32:00.005-03:00</published><updated>2009-03-08T20:37:29.523-03:00</updated><title type='text'>Declaração em preto e branco.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;É paixão que não se explica. Só se entende quando ama. Paixão que se resolve com suor. Com grama. E termina com roxos na canela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Paixão de perder o fôlego e ainda conseguir cantar. De querer mostrar ao mundo – ou até mesmo ao seu cachorro – que ela existe. Que é paixão, que é ardente, que não tem limites.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;É paixão poética, homérica, platônica, perdida, louca, desvairada, sofrida, chorada. É paixão por si só, seja na alegria, seja na tristeza. Não, esqueça, não há tristeza. Os domingos são sempre de sol, independente da chuva, ou da derrota.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Paixão de já quase 100 anos. De vitórias, de derrotas. De glórias, de honra, de raça, de prosperidade, de alegria, de multidões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;É preta, é branca, é roxa. Tá estampada no peito, gravada na pele, fluindo nas veias. Paixão de se sentir mais brasileiro !&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;É paixão de nascer, de viver – e de morrer – sempre, independente de tudo, pelo Corinthians.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-1536574836779472822?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/1536574836779472822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=1536574836779472822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/1536574836779472822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/1536574836779472822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/03/preto-branco.html' title='Declaração em preto e branco.'/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13557140898358817124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13489281365345672687'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-8916600326553316309</id><published>2009-03-07T19:14:00.002-03:00</published><updated>2009-03-07T20:51:07.454-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Eu perdi o paraíso mas ganhei inteligência&lt;br /&gt;Demência, felicidade, propriedade privada"&lt;br /&gt;[ Zeca Baleiro ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Do lado de cá, um samba antigo talvez, ou nem chegava a tanto; apenas um sentimento de melancolia com o tudo o que ficou para trás; suspiro longo enquanto o sol arde sobre a cabeça cansada, ardido e luminoso, o sol, atrapalhava a vista e tornava o caminho mais longo. Contudo havia no ar um clima de tranquilidade e paz, brancos, que emanavam das roupas leves e dos braços e pernas que se moviam em plena comunhão com o vento.&lt;br /&gt;As roupas gastas por tanto usar, guardavam consigo a dor e alegria das ocasiões, tantas, das quais fizeram parte, bem como as marcas que a idade lhe impelira ao longo da ciranda, ao longo da brincadeira de rodar e deitar na grama; contar os sóis e se abrigar do calor das estrelas.&lt;br /&gt;Desse lado havia sorriso de mãe, preenchendo os cômodos da casa; do lado de cá as bailarinas se apoiando levemente nas pontas firmes dos pés e girando as saias de forma graciosa, no asfalto os carros buzinavam melodias lúdicas e reluziam com a graça do metal prateado. A memória falhava e misturava as estradas e as viagens, tornando-as leves e infinitas, preenchidas por horizontes com sóis poentes, nascentes; tudo com muita luz.&lt;br /&gt;Do lado de cá eu bordava minha vida, e os tecidos eram leves, coloridos. Do lado de cá, eu sempre procurei estar vivo, sem ultrapassar as linhas tênues da vida; até que ultrapassei, e caí do outro lado, sem bússola no meio da noite eu senti medo, e me vi do outro lado da vida. Num jazz antigo, cortante, obscuro.&lt;br /&gt;Desse novo lado da vida, não tem riso nem gargalhada, tem terno, gravata, e sonhos espalhados no chão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-8916600326553316309?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/8916600326553316309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=8916600326553316309' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/8916600326553316309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/8916600326553316309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/03/eu-perdi-o-paraiso-mas-ganhei.html' title=''/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-3258920628069225446</id><published>2009-02-25T10:17:00.007-03:00</published><updated>2009-04-10T20:44:01.520-03:00</updated><title type='text'>Maria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já s&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ô&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; um caco véi nesse meu sertão &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Tudo qui juntei foi só prá ladrão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Futuca a tuia, pega o catadô &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vamo plantá feijão no pó.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[ Elomar ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acorda Maria, corre aqui, vem me ver pois está vindo uma tempestade dali do horizonte pra cá. Vem Maria, está escurecendo e não quero me perder de você, não quero que você se perca de mim também, já quase não enxergo nada além desse breu que fica antes da tormenta cair e arrasar com tudo; vem cá que esse silêncio não é de calmaria, é de guerra, de tortura.&lt;br /&gt;Tô pensando muito em você, na esperança que você guardava a sete chaves pra não perder nunca. Mas perdeu, Maria, você perdeu as chaves, e tua esperança está guardada naquele baú velho no fundo do quintal, escondido atrás dos girassóis - mas já não existem girassóis, nem quintal, a chuva começa a cair.&lt;br /&gt;Você se perdeu, mas eu continuo, o teto treme a porta bate, Maria, mas continuo; acenda o lampião e me segue, num vá por aí não aí tem lágrima e sofrimento, vem desse lado. Vem Maria, não vá se perder por aí, esse mundo é vasto e você não acha o final dele, não adianta, não corra tanto assim sem saber para onde vai, existem mais desvios do que estradas por essas terras afora.&lt;br /&gt;E agora Maria? Repara o cais, repara que o mar parece o céu em noite sem estrela, repara enquanto teu olho não se cansa de olhar, repara os barcos afundando naquele infinito; os barcos não voltam Maria, ficam lá, não siga os barcos, foge das ondas, foge que tá tudo indo embora, vem pra cá, vem que não sei se aguento muito tempo, tá esfriando, e não passo de uma voz fraca no fundo da casa, com medo da tormenta; sou frágil como dia de sol Maria, sou frágil como uma tarde calma.&lt;br /&gt;Lembra, quando os dias tinham cheiro de orvalho e café pela manhã, de farinha e água pela tarde, e dama-da-noite pra adormecer, lembra que nascia flor nesse quintal, lembra que tinha vida nesse quintal? Lembra Maria? Lembra de domingo, lembra da missa, lembra da confusão de todos os cheiros em meio àquela preguiça que era só nossa? Diz que lembra, Diz alto pra eu saber que tudo aquilo existiu, diz alto que a chuva abafa sua voz... Diz alto que a porta bate com força... Diz alto pra eu lembrar da sua voz, seca.&lt;br /&gt;Será que já se foi tanto tempo minha flor? Será que já se foi, o nosso tempo? Não te quero assim Maria, te quero como antes; anda, me dá a sua mão, encosta teu vestido nessa mão que tem o formato de teus ossos e a leveza da chita que te vestia, encosta que o mar já subiu e invadiu o quintal, deita aqui Maria, que a porta não aguenta muito tempo, encosta no meu peito que nesse momento, Maria, estamos terrivelmente sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"E ninguém nem percebia  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que o real e a fantasia  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se separam no final"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[ Geraldo Azevedo ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-3258920628069225446?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/3258920628069225446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=3258920628069225446' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/3258920628069225446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/3258920628069225446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/02/maria.html' title='Maria'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-279511093546329136</id><published>2009-01-27T01:52:00.004-02:00</published><updated>2009-01-27T01:56:18.598-02:00</updated><title type='text'>Quinta de Inverno.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Me veio numa tarde de quinta. E apesar do sol, o vento cantava gelado nas orelhas. Como todo vento de quinta feira de inverno daquele ano. Não sei se foi o olho no olho, ou o simples festejar de borboletas que fez daquele momento, &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;aquele&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; momento. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu contava os dias. E desses dias senti as horas. Dessas horas os minutos. O tempo – naqueles dias – não ia muito com a minha cara.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas bem, me veio numa tarde de quinta! As 13h até onde me lembro. Eu só queria ganhar um oi. Ela, quem sabe um sorriso. No fim, ganhei o mundo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Depois daquele dia acho que nunca pude ser o mesmo. Não que um sorriso estatelado na cara mudasse drasticamente os dias de uma pessoa, quem ela era e o que pretendia. Aos poucos me sentia mais seguro. Cada momento era venturoso. Cada dia me completava. Nos entendíamos, éramos um. E sendo apenas um, me nascia um sentimento.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ah, era mais do que simples arder do peito – lhe garanto. O frio incontrolável na barriga e a mania de ficar inquieto mesmo quando olhando fixamente num ponto – como todo mundo faz – em transe, acordando para o mundo com um piscar de olhos. Nada resumia aquilo que me veio. Aquela voz que queria gritar ao mundo que era minha. Que eu era dela. Que éramos de nós dois e que o mundo então, nosso.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu a via sempre. Minutos contados, rápidos, que me valiam o dia. Mas eu lhe via. Os 30 minutos mais vivos de cada dia meu. Ou quem sabe, mais vividos. Mais aproveitados. Mais mais. Nossos minutos.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas, caro leitor, o tempo não vai com a minha cara. Ou talvez, não goste de nenhum gauche dessa vida. ‘Vai Carlos ! Vai ser gauche na vida !’. Eu sou gauche. Deus já havia me abandonado há tempos. Meu leitor, esse mundo não é meu...&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;De minutos fizeram-se horas. E de horas se fez semanas. E de semanas se fez um mês. E de um mês se fez o inferno.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ah. Quem me dera tê-la aqui. Agora. Comigo. Como sempre foi! Como há de ser! Rezo a cada anjo, a cada arcanjo ou demônio. Para a entidade que for, desde que me escute!&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Rezo para que volte! Volte os dias, os momentos, o que sempre foi e o que era antes! Rezo para que ela seja minha para sempre. Que esteja ao meu lado, a cada passo meu nessa estrada. Que sejamos de novo, um do outro. Apenas um.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ah - caro leitor - não sabes o que é sofrer. Amar, de todo um coração, e não poder estar com a tal amada. Não por incompatibilidade, tensões, brigas e afins. Não poder estar pela saudade, pela distância... e pelo tempo – este que tanto me odeia.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Pois se for para sentir saudades, que eu a sinta a uns sete palmos do chão!&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Me veio numa tarde de quinta. Era Setembro. Fim de inverno. Não que eu me preocupe com as estações, mas foi só depois aquele dia, que eu descobri o desabrochar da primavera.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);  line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;['Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);  line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu sei, não é assim, mas deixa' &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);  font-style: italic; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;-Los Hermanos ]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-279511093546329136?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/279511093546329136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=279511093546329136' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/279511093546329136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/279511093546329136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/01/quinta-de-inverno.html' title='Quinta de Inverno.'/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13557140898358817124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13489281365345672687'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-7806693778599938252</id><published>2009-01-26T01:49:00.002-02:00</published><updated>2009-01-26T02:36:37.401-02:00</updated><title type='text'>O Amor em 7 Dias.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Take my love in real small doses.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I will stand by all this drinking if it helps me&lt;br /&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;To let it all away&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Spend it all today&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Spend it all today&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; It took time then I found you. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;5º Dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A calma cede o lugar à ansiedade, aos tremores, aos medos. Cede lugar ao suór gelado, à impaciência com o tempo que insiste em demorar. Cede o lugar à unhas roídas e uma certa pressa na fala; qualquer médico que me visse diria que eu estava estressado, ou que teria ao menos 30 anos a mais, ou que estivesse com a pressão alta, ou qualquer coisa assim; era amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazia comigo uma carta, do lado esquerdo do blazer - para manter aquecida, claro. Era noite, mas eu me sentia sob o sol do meio dia, mas, você não chegava. Me sentei com um irmão, um semelhante que me acompanhava naquela noite; guardamos nossas dores no bolso, e brindamos.&lt;br /&gt;Nos dirigimos ao local do show e eu já pensava em desistir de te ver, desistir de entregar a carta, fui então em direção à entrada, mas você chegou  e estava de branco, nos abraçamos e lhe entreguei sua carta - que apesar de eu ter escrito, era sua desde o início - você sorriu e se virou para a esquerda, fazendo um gesto para que eu a seguisse, mas eu não podia, tivemos que ir cara um para um lado, sem entender. Não te vi mais naquela noite, e o sol do meio dia se transformou em nevasca.&lt;br /&gt;Apoiei-me em meu irmão e seguimos, eis que uma voz me grita. Virei rapidamente, pensando ser você, mas era Ana, era tangerina, era amiga. Ana tinha os olhos marejados e avermelhados. Não precisamos dar explicações, nosso abraço contou todos os segredos. Tomei-os pela mão e fomos. A noite estava salva.&lt;br /&gt;Você me ligou ao fim do show, se desculpou e novamente agradeceu.&lt;br /&gt;Não te vi mais que 5 minutos naquela noite, e você esteve lá o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei que os meus olhos se perdessem pelo céu enquanto eu me perguntava:&lt;br /&gt;Quando... Quando?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-7806693778599938252?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/7806693778599938252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=7806693778599938252' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/7806693778599938252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/7806693778599938252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/01/o-amor-em-7-dias_26.html' title='O Amor em 7 Dias.'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-2211507973168988748</id><published>2009-01-25T22:23:00.001-02:00</published><updated>2009-01-26T00:42:33.610-02:00</updated><title type='text'>O Amor em 7 Dias.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt; "(...)uma rua em silêncio onde pudesse caminhar devagar e sozinha até em casa. Sem pensar em nada, sem nenhuma amargura, nenhuma vaga saudade, rejeição, rancor ou melancolia. Nada por dentro e por fora além daquele quase-novembro, daquele sábado, daquele vento, daquele céu-azul - daquela não-dor, afinal&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[Caio F. - Estranhos Estrangeiros]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;4º Dia&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de singelo e sem grandes planos, foi uma espera interminável. Me distraí com uma ou outra companhia a mais. Depois de muito, nos avistamos.&lt;br /&gt;Entramos na escuridão do cinema, e acabamos separados, o ambiente estava frio, muito frio, mas não podia me esquentar, havia uma cadeira entre nós, uma mísera cadeira, e portanto e tão pouco; não podíamos nos tocar. Você não notou, imagino.&lt;br /&gt;Aguentei um pouco, mas o frio venceu, fez sua parte, aproximar os casais:&lt;br /&gt;- Estiquei minha mão lentamente pra te procurar e me perdi no meio daquele breu, que só terminava na tela, um segundo ou menos, mas fiquei perdido - cego tateando - até que então pousei minha mão lentamente sobre seu cabelo e acarinha-los por puro instinto, como quem acorda e sabe que deve abrir os olhos, ou quem almoça e sabe que deve dormir; não sei quanto tempo durou, só lembro de me flagrar com vergonha e num gesto súbito e rápido puxei minha mão para perto do nariz, era seu o cheiro dela. Não creio que você tenha notado meu susto, apenas pediu para que eu continuasse, continuei, continuei, e desejei que aquele filme simplesmente não tivesse fim. Mas teve.&lt;br /&gt;Saímos do cinema, e eu soube que dali por diante minhas mãos não seriam completas longe de você.&lt;br /&gt;Nos despedimos; você me ligou pouco tempo depois e agradeceu minha companhia e perguntando se eu estava bem: Eu estava.&lt;br /&gt; foi rápido, divertido&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-2211507973168988748?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/2211507973168988748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=2211507973168988748' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/2211507973168988748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/2211507973168988748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/01/o-amor-em-7-dias_25.html' title='O Amor em 7 Dias.'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-7429486849681244457</id><published>2009-01-23T00:02:00.003-02:00</published><updated>2009-01-23T00:51:30.268-02:00</updated><title type='text'>O Amor em 7 Dias.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(...)quase me perdi, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;mas me encontrei, bem ali, na trilha, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;compreendendo que nada pode se perder em um caminho bem usado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[Kerouac]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º Dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Acordei cedo para sentir o dia, abri a janela e avistei o mesmo sol de todos os dias, o mesmo céu, e respirei o mesmo ar; tudo numa normalidade que chegava a ser estranha, alguma coisa estava mudada, algo entre o céu e terra; algo que não ousei descrever.&lt;br /&gt;O trem, sempre o trem, me levou ao seu encontro no exato momento em que o céu se descuida de si mesmo e derrama suas cores com mais intensidade, no exato momento em que o sol se prepara para o último mergulho, não tínhamos pressa, éramos apenas nós, o sol se pondo e a noite, como se sabe, é lenta e calma. Enquanto falávamos, e falávamos, ambos, sol e noite, se cortejavam e trocavam de posição.&lt;br /&gt;Eu bebia as palavras que você derramava de sua boca, e você bebia as que eu derramava; nossas risadas eram como brindes.&lt;br /&gt;Você estava de cinza, e sorria como nunca, criança empolgada, pintava as calçadas enquanto passava, despejando litros e litros de cores por toda a rua, e acendendo os postes; eu seguia atrás.&lt;br /&gt;Chegamos ao destino, nosso horizonte outrora pintado em óleo sobre tela, agora eram cores vivas em carne e osso e palco.&lt;br /&gt;As luzes apagaram, o som acendeu. E nós, também.&lt;br /&gt;Uma miscelânea de cores e sons tomou conta do ambiente, não estávamos mais sozinhos; mas era como se estivéssemos, todos ali estavam distantes, uma distância boa, estavam todos consigo mesmos; exceto eu.&lt;br /&gt;Você estava na minha frente, de costas, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tão rentes que recuar era ainda se tocar*, &lt;/span&gt;estava longe, alheia. Tentei ficar também, já passava das 23:00, e eu não consegui. Passou um tempo, 20 minutos, quem sabe, e você se virou, plácida, e me abraçou num gesto tão simples quanto espontâneo; às 23:20, suponho, você me soltou e disse que estava se sentindo muito bem, e se virou; às 23:21 você já era a moça mais amada daquela cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-7429486849681244457?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/7429486849681244457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=7429486849681244457' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/7429486849681244457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/7429486849681244457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/01/o-amor-em-7-dias_23.html' title='O Amor em 7 Dias.'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-8266888394191715273</id><published>2009-01-22T21:27:00.002-02:00</published><updated>2009-01-22T22:42:39.711-02:00</updated><title type='text'>O Amor em 7 Dias.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ao som de Primavera nos Dentes&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Secos e Molhados&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você me deixa a rua deserta &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Quando atravessa &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E não olha pra trás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[Caetano]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º Dia&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Naqueles tempos eu me confundia em outros olhos, e que hoje não mais me confundem. Naqueles tempos eu confesso que andava um tanto perdido. Naquele dia eu não te vi direito, nosso contato foi cortado por um reencontro de sua parte, e de um desencontro de nossa parte. Mas estávamos juntos o dia todo.&lt;br /&gt;Até um pouco sem consciência do que estava ocorrendo nós traçamos o que seria nosso 3º dia, sob um céu com nuvens esparsas e um sol forte, foram tumultos e uma certa falta de noção para onde ir, mas ao fim tudo deu certo; não tínhamos pressa. Senti sua falta naquela tarde.&lt;br /&gt;Sentia um leve desespero, era apenas a 2ª vez que eu te via e já estávamos desencontrados, não importava, não importava que estivéssemos sendo vigiados, pintamos um 3º dia no horizonte, pintamos nas cores de música, de show.&lt;br /&gt;O vagão estava frio enquanto regressávamos, você sentou-se no chão e começou a massagear sua cabeça, acabou pegando no sono em meio a todas aquelas pessoas cansadas e tristes. Te olhei do alto e sorri.&lt;br /&gt;Anoiteceu, e pela primeira vez no dia pude te ver e ouvir com calma, nos apoiamos no parapeito da estação e ficamos ali, um tempo, completamente alheios. Porém observados, por outros, uns bons, outros ruins. Meu nariz sangrou, eu não te amava ainda; ou não sabia.&lt;br /&gt;Era tarde, a noite cheirava chumbo. Minha cabeça pesava chumbo.Nos despedimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esperamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-8266888394191715273?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/8266888394191715273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=8266888394191715273' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/8266888394191715273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/8266888394191715273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/01/o-amor-em-7-dias.html' title='O Amor em 7 Dias.'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-3814357569884583596</id><published>2009-01-21T15:40:00.001-02:00</published><updated>2009-01-21T15:42:36.628-02:00</updated><title type='text'>O Amor em 7 Dias.</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="Edit-Time-Data" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_editdata.mso"&gt;&lt;!--[if !mso]&gt; &lt;style&gt; v\:* {behavior:url(#default#VML);} o\:* {behavior:url(#default#VML);} w\:* {behavior:url(#default#VML);} .shape {behavior:url(#default#VML);} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt; 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&lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Ao som de 'Detalhes'&lt;br /&gt;do Roberto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;Do bom dia que dou ao padeiro,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;ao beijo onde nos abrigamos &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: center;" align="center"&gt;o amor se faz por detalhes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;1º Dia&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt; 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Havia certa habitando o ar, uma calma que me permitia fechar os olhos e esquecer o calor infernal que fazia dentro daquele vagão cinza entupido de pessoas; uma tranquilidade que deixava os ouvidos completamente mudos, apesar de todo o barulho no ambiente, era a calma que eleva nossos sentidos - o nirvana das grandes metrópoles - sentia cada milímetro dos trilhos, enquanto o trem avançava tal qual uma serpente feita de ferro e balançava num compasso firme e ao mesmo tempo suave, como se fosse um balé; os trilhos eram o palco e os vagões os bailarinos que dançavam para uma platéia insensível, preocupada apenas com horários e prazos.&lt;br /&gt;A dança se prolongou por alguns minutos até que eu sentisse que estava chegando ao meu destino. Senti a velocidade diminuir aos poucos até que enfim parou. Abri os olhos no tempo exato de eternizar uma cena, tão singela quanto inefável.&lt;br /&gt;Focalizei o exato momento em que suas mãos, que eu viria a conhecer tão bem e ainda não sabia disso, se encontravam com seus cabelos, e se misturavam como se estivessem numa brincadeira de pega-pega até que o cabelo se rendeu, e ficou preso conforme seu desejo; eternizei tal cena em preto e branco para que eu pudesse colorir ao meu modo, sempre que desejasse.&lt;br /&gt;Ainda calmo, não houve timidez ou medo. O céu estava limpo, sem nuvem alguma; você esboçou um sorriso um tanto desajeitado - que acabou resultando em uma careta - e disparou um 'olá' em minha direção:&lt;br /&gt;Nunca havia sentido tanta saudade quanto naquele momento, e eu nem ao menos tinha te visto antes nos últimos 16 anos.&lt;br /&gt;O dia seguiu rápido e ninguém além de mim captou tais detalhes naquela estação de trem lotada. Ainda era sol quando nos despedimos, e o céu me parecia feito de aquarela ao fim do dia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esperei pelo próximo;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-3814357569884583596?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/3814357569884583596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=3814357569884583596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/3814357569884583596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/3814357569884583596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2009/01/v-behaviorurldefaultvml-o.html' title='O Amor em 7 Dias.'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-8120388066273989874</id><published>2008-12-31T16:02:00.004-02:00</published><updated>2008-12-31T17:15:42.372-02:00</updated><title type='text'>Meia noite, sonhar!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"then rest, nature, books, music, love for one's neighbor - such is my idea of happiness. And then, on top of all that, you for a mate, and children, perhaps-what more can the heart of a man desire?"&lt;br /&gt;[ Leo Tolstoy ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Estavam(os) os dois há tempos sem a dádiva do toque e com a lembrança branca e iluminada daquele dia, que foi o último e ao mesmo tempo o primeiro; uma vírgula de um grande parágrafo; estavam(os), assim, na saudade do riso e na esperança do futuro, inventando ambos, enquanto não possuiam nenhum.&lt;br /&gt;Entretanto, entre tantos meandros, estava(mos) os dois ali, juntos e distantes; entre risos sem som porém belos, foi jurado o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela: Haha, sabe de uma coisa? Quero namorar.&lt;br /&gt;Ele: Jura?&lt;br /&gt;Ela: Sim, oras.&lt;br /&gt;Ele: Eu namoraria você. Haha.&lt;br /&gt;Ela: Jura?&lt;br /&gt;Ele: Juro, seria lindo eu acho. Nossa cumplicidade é enorme.Acho que namoro é mais cumplicidade e amor do que qualquer outra coisa!&lt;br /&gt;Ela: Acho que amor é mais que namoro.&lt;br /&gt;Ele: É um estado de espírito!&lt;br /&gt;Ela: Não gosto de nomear relacionamentos. Perde a graça e inibe a criatividade.&lt;br /&gt;Ele: O amor é invenção.&lt;br /&gt;Ela: Não acredite nele?&lt;br /&gt;Ele: Acredito, claro, digo que ele é invenção, se inventar a cada dia para que ele renasça.&lt;br /&gt;Ela: Acho que não quero namorar...Acho que apenas quero alguém que esteja comigo.&lt;br /&gt;Ele: Te dou sorriso, carinho, respeito e poesia.&lt;br /&gt;Ela: Bom, sendo assim, caso com você. Sorrindo.&lt;br /&gt;Ele: Na praia!&lt;br /&gt;Ela: Onde quiser!&lt;br /&gt;Ele: Seria maravilhoso. Te imagino de vestida vestido branco, rendado, com flores no cabelo, pés descalços e um buquê de margaridas.&lt;br /&gt;Ela: Te imagino de bermuda, descalço, com uma bata branca do algodão mais macio, te imagino me carregando no colo pela praia, e então caimos e rimos, e ficamos ali, deitados um sobre o outro. Haha, seria lindo.&lt;br /&gt;Ele: Ah, imaginei uma vida boba e linda ao seu lado: Um Ap nos arredores da Paulista, ou uma casinha na Vila Madalena, numa rua sem saída.&lt;br /&gt;Ela: E aí sairíamos de  manhã pra comprar pão, fumaria, se você não se importasse, sempre me vi saindo de manhã, sem me arrumar, de óculos escuros e fumando. Se quiser substituo o cigarro.&lt;br /&gt;Ele: Eu não me importaria de você fumar, não me importaria com nada estando com você; no domingo eu te acordaria de manhã com alguma música tocando bem alto.&lt;br /&gt;Ela: E eu levantaria com uma camisa sua, e vc estaria preparando alguma coisa na cozinha!&lt;br /&gt;Ele: Isso é o auge do amor.&lt;br /&gt;Ele: Passar o dia na cama, acho tão legal, quando nos filmes o casal fica lá,  enrolando, inventando pretexto pra se abraçar, dar risada, e terminar se amando.&lt;br /&gt;Ela: Mas com a janela aberto. Gosto mais de quartos claros. Sem sol na cama, lógico. mas com luz. muita luz.&lt;br /&gt;Ele: Chico Buarque?&lt;br /&gt;Ela: Rolling Stones?&lt;br /&gt;Ele: Os dois.&lt;br /&gt;Ela: Baudelaire?&lt;br /&gt;Ele: Neruda?&lt;br /&gt;Ela: Os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estarem distantes, se permitiram o silêncio a fim de imaginar, e pensar se tudo aquilo podia ser real; novamente, entre risos, disseram ao mesmo tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele/Ela: Estou apaixonado!&lt;br /&gt;Ele/Ela: Por mim?!&lt;br /&gt;Ele/Ela: Claro.&lt;br /&gt;Ele: Tenho sono.&lt;br /&gt;Ela: Eu também.&lt;br /&gt;Ele: Acho que é hora de ir dormir. E acordar do sonho.&lt;br /&gt;Ela: Acho que é hora de acordar. E viver o sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminaram ali, e ambos foram deitar; pensando um no outro, se relacionando sem saber, e mais do que imaginavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida Isa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-8120388066273989874?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/8120388066273989874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=8120388066273989874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/8120388066273989874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/8120388066273989874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2008/12/meia-noite-sonhar.html' title='Meia noite, sonhar!'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-5739175341678835215</id><published>2008-12-23T21:42:00.007-02:00</published><updated>2008-12-29T20:16:44.438-02:00</updated><title type='text'>Céu de Champagne</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Era o quinto ou sexto dia de chuva, a cidade estava caótica - e também ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sujeira por todos os lados; quem disse que a chuva vem para limpar? Os detritos insistiam em voltar das casas de onde vieram, estreitando os laços íntimos entre os humanos e o lixo; foi nisso que pensou ao ligar a TV, num gesto automático e displicente já que não gostava de TV, assistiu a alguns depoimentos de 'mães que precisam cuidar de cinco filhos mas a chuva acabou com tudo', ou 'pais de família desempregados e sem ter pra onde ir', e se espantava com a semelhança de todas as cenas, que se repetiam com corpos diferentes,  a dor era sempre a mesma, a matéria física do lixo que invade as casas retratando a miséria mental dos seres humanos. Quanta dor.&lt;br /&gt;Todos vivem esse tempo de miséria ideológica e sentimental, e basta chover pra que ela se mostre a todos, que relembre o quão 'lixo' é o homem; desligou a TV, num gesto ainda mais automático, nunca gostou de TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhou arrastado até o corredor e ligou o rádio, ligou na CBN, acendeu um cigarro e foi para a janela; chovia ainda.  Entre tragadas incessantes pensava à respeito da lama em que todos se encontravam, e se sentia alheio, ou acima de tudo isso só porque ele, como outros poucos, no meio de toda essa merda e caos procurava o amor... Lunático e arrogante, procurando o amor enquanto todo mundo se fodia. O grande problema de se achar alheio por tal motivo, é estar abaixo da merda, estar abaixo do lixo; buscar o amor em uma ou duas trepadas ocasionais, encontrar a saudade e o ego inflado de liberdade, não o amor, isso lhe garantia a posição de ainda pior, por se achar melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabaram os cigarros, a dor seguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rádio noticiava alguns deslizamentos em cidades próximas, pensou em trocar de rádio, mas algo estava lhe prendendo à todas aquelas desgraças, talvez por saber que sua casa não sofreria tão cedo desses problemas já que morava no12º andar de um prédio em uma área longe de rios, córregos,  lixos e miséria; novamente se julgava acima, alheio.&lt;br /&gt;Algumas prateleiras recheadas de poesia &amp;amp; filosofia &amp;amp; romance &amp;amp; ensaios &amp;amp; obras raras &amp;amp; vinis antigos &amp;amp; jazz &amp;amp; blues &amp;amp; bla bla bla bla. Sentia-se acima.&lt;br /&gt;Saiu da janela, decidiu trocar de rádio e ouvir à algum cd, foi até a prateleira e pegou uma coleção de Nara Leão e colocou na vitrola. A chuva e a voz de Nara se misturavam num ritmo leve, algo que inspirava verão e alegria dentro do apartamento. Ao fim do disco, se sentia no melhor lugar do mundo; tocou a campainha. Foi até a porta pensando se e era a vizinha do andar de cima, 'quem dera', abriu e soltou uma breve interjeição de surpresa, havia um saco de lixo em frente à porta.&lt;br /&gt;Preto, grande, aparentemente cheio e muito fedido, um saco de lixo normal como outro qualquer, exceto pelo fato de estar na porta de um apartamento de classe média, sem um motivo aparente.Decidiu recolher o saco, levou para o interior da casa. Imaginou quem poderia ter sido, alguma brincadeira de mal gosto, obviamente. Fechou a porta e se virou para o interior do apartamento, dessa vez se assustou; havia dois sacos de lixo no sofá.&lt;br /&gt;Ficou alguns instantes pensando no que era aquilo, sabia que aqueles sacos não estavam ali antes, mas quem os colocou lá?&lt;br /&gt;Foi até o banheiro a fim de lavar o rosto, mas ao abrir a porta, um monte de sacos cairam sobre ele, que levantou num susto se livrando da sujeira sobre seu corpo, mas não conseguia, os sacos não paravam de cair sobre ele, lhe tirando o ar pouco-a-pouco numa espécie de tortura, logo ele que se sentia longe de toda aquela sujeira, conseguiu um pouco de espaço no meio de toda aquela zorra e fugiu aos trancos e barrancos, mas a porta da frente estava tomada de sacos iguais, pretos de luto; as poesias não lhe salvariam. Começou a gritar, e chorar, e pensar em tudo que havia vivido, e pensar que era um jeito sujo e horrível de se morrer 'Afogado em lixo', pensou em tudo isso e muito mais, encolhido no sofá enquanto o apartamento era tomado por sacos e mais sacos.&lt;br /&gt;Chorou enquanto ficava cercado, chorou ao olhar para a janela e perceber que a chuva havia passado e até se podia ver as cores 'pós-chuva' do céu, chorou por saber que não havia encontrado o amor, chorou não poder enxergar mais nada, chorou por não estar alheio à miséria.&lt;br /&gt;O ar foi ficando escasso, e já não havia mais pânico; era a paz naquele instante, de ter vivido uma vida pensando ser algo que não era, era a paz de estar sendo purificado, no meio do lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, ao fundo, muito distante, a voz do rádio dizia que o sol voltaria no dia seguinte. Sem chuva, sem caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-5739175341678835215?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/5739175341678835215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=5739175341678835215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/5739175341678835215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/5739175341678835215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2008/12/cu-de-champagne.html' title='Céu de Champagne'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-6720848563567004601</id><published>2008-11-19T18:34:00.002-02:00</published><updated>2008-11-19T20:25:54.676-02:00</updated><title type='text'>Despedida de uma flor (Simplesmente bela)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seja pra onde for&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois da grande noite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vai esconder a cor das flores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E mostrar a dor  [ Cazuza ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Prólogo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Gostaria que se fechassem todas as floriculturas, que suspendessem a primavera e que o inverno fosse convocado. Que os incêndios se alastrem e a chuva suma. Que matem todas as abelhas e borboletas que porventura precisem do pólem. Que nada se plante e nada germine; pois perdi minha flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto que te deixei cair, onde não sei, quando me dei conta tinha entre os dedos as raízes fundas de uma flor já sem pétalas. Dormi com uma flor e um sorriso; e já não desperto desse sonho. Essa coisa cinza de pedras e penhascos. Essa coisa antiga de temer, de sentir frio.&lt;br /&gt;É tão difícil cuidar de uma flor rara:&lt;br /&gt;Não há guias para isso, e tampouco as flores falam, o que torna o aprendizado completamente intuitivo nisso que chamam poesia, e também não existem muitas flores raras; como é difícil cuidar de tal beleza. Como é inefável a sensação de topar com uma destas - poucas - pelo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas eu, perdi minha flor, não soube aprender a cuidar e ela acabou murchando; e assim eu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E jamais vivi tal primavera, como esta em que tive uma flor entre os dedos; não que eu a comandasse ou algo assim, de maneira nenhuma, eu estava ali como a pessoa que ela havia escolhido para espalhar teu perfume e suas cores - cores tão mutáveis, de acordo com o humor dela.&lt;br /&gt;Não havia flor igual, era &lt;span style="font-style: italic; font-family: times new roman;"&gt;T&lt;/span&gt;ulipa amarela quando perdia a esperança de amar, era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A&lt;/span&gt;cácia quando me amava em segredo, era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;T&lt;/span&gt;ulipa vermelha quando se declarava, era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I&lt;/span&gt;ris ao se perder em dúvidas, era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A&lt;/span&gt;zaléia quando tímida, era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;N&lt;/span&gt;arciso ao se preocupar consigo mesma, era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E&lt;/span&gt;statícia quando pura. Agora, só restam espinhos de saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei meu rumo por entre as pedras que se soltaram do penhasco e que ainda ecoam, e segui ainda a trilha do perfume que deixou, para que soubéssemos onde tudo isso teve início e quem sabe pudéssemos voltar, para que pudéssemos nos refugiar na paz do começo da jornada. Antes que se vá muito longe e o suave odor suma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardo o cabo em um relicário, os espinhos debaixo do travesseiro. E tento não me esquecer do perfume. Não espero ser compreendido por quem não passou por uma situação parecida, mas deixo no ar:&lt;br /&gt;É impossível se despedir de uma flor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-6720848563567004601?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/6720848563567004601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=6720848563567004601' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/6720848563567004601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/6720848563567004601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2008/11/despedida-de-uma-flor.html' title='Despedida de uma flor (Simplesmente bela)'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-7689113063041364359</id><published>2008-11-18T14:26:00.005-02:00</published><updated>2008-11-18T14:30:17.630-02:00</updated><title type='text'>12:12</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia; mso-bidi-Courier New&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O que será o amor ?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia; mso-bidi-Courier New&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Confesso que em minha cabeça era mais um abstrato do tipo ‘de onde viemos/para onde vamos’. Uma lacuna em branco no meu vocabulário. Eu nunca soube o que este fora.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia; mso-bidi-Courier New&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;E apesar dos anos, dos meses, e das paixonites nada se esclarecia. Uma nebulosa sem fim rondava o meu eu. E do mundo, me guardei.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia; mso-bidi-Courier New&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Jamais quis dividir um sentimento. Se é que um desses já existiu. O problema da antipatia e ‘anti-socialidade’ está na dificuldade em conhecer nova gente. Ou a falta de vontade desta. A mesmice que ronda sua vida se torna uma rotina. E mesmo tudo estando perto, tudo está longe. E o que é real aos olhos se torna uma farsa dentro do peito. Ninguém se aproxima. Você não se aproxima. Eu não me aproximei.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia; mso-bidi-Courier New&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;E no meio desse quarto escuro – de nome eu – se encontrava uma dúzia de erros, dezenas de infelicidades, milhares de decepções. Até o dia do lampejo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia; mso-bidi-Courier New&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;‘O mundo dá voltas’, diz o velho ditado. E a lágrima de ontem se torna o sorriso de amanhã. E o sorriso de amanhã se torna à felicidade em si no futuro. O estranho, caro leitor, é que, diferente disso, o meu mundo parou. Não existe mais mundo. Não existe mais nada envolta. Só existe ela. Eu, e ela.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia; mso-bidi-Courier New&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;E tão rápido parece tudo passar depois de se viver infinitamente em solidão. Foram dois meses, fiel leitor, dois meses. E mesmo estes dois meses não serem dignos de simples palavras as quais redijo – Pois merece MUITO mais – venho aqui expressar o que de fato, é ser feliz. O que de fato, é o amor.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia; mso-bidi-Courier New&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Explica-lo ? Ainda não consigo. O amor não se explica. Se sente. E eu sinto, meu leitor, eu sinto. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia; mso-bidi-Courier New&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia; mso-bidi-Courier New&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Mônica Pinheiro,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia; mso-bidi-Courier New&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Obrigado pelos últimos 61 dias. Obrigado por estar comigo. Obrigado por me deixar te amar.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;(E acredite, ó leitor, hoje, eu amo).&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia; mso-bidi-Courier New&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia; mso-bidi-Courier New&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Te amo quando te vejo. Te amo quando te beijo. Te amo quando te sinto. Te amo enquanto respiro.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Georgia; mso-bidi-Courier New&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Eu te amo. Para sempre.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-7689113063041364359?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/7689113063041364359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=7689113063041364359' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/7689113063041364359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/7689113063041364359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2008/11/1212.html' title='12:12'/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13557140898358817124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13489281365345672687'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7166937281393962636.post-401735938750884167</id><published>2008-11-05T21:35:00.000-02:00</published><updated>2008-11-05T21:37:49.651-02:00</updated><title type='text'>Sonho</title><content type='html'>Havia um bosque, simplesmente bosque e sem fantasias de faunos e ninfas: Bosque, só.&lt;br /&gt;Um bosque vazio de almas, e silente como a morte, ou vida.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Num rompante súbito e quase imperceptível,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;br /&gt;Um sussurro – indecifrável – passou a ecoar por todo o lugar, sem origem e sem fim, como se fosse uma língua diferente e nova, e mesmo sem decifrar, ou sequer saber de onde vinha, o lugar se encheu de paz em meio àquele som incessante.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;                                                                  Eis que, repentinamente, já não havia sol,&lt;br /&gt;nem lua.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O bosque se encheu de escuridão, e foi se transformando, rápido, e já não havia nada além de pedras, rochas e grutas, e novamente; silêncio, e o silêncio que pairava sobra as pedras, causava medo, não havia mais paz.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Um estampido, um baque, um grito;&lt;br /&gt;e o sol voltou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Havia música no ar, e pouco-a-pouco o outrora bosque, outrora floresta de pedras, se tornava um campo, com morangos que se estendiam ao infinito, morangos vermelhos e frescos. Restava A pedra, e havia um nome na pedra, abaixa então e olha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devolve a pedra, e olha para cima,&lt;br /&gt;O sol, mãos e um belo rosto sorrindo, enquanto,&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Ao fundo alguém sussura, o que havia na pedra:&lt;br /&gt;- Cecília.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7166937281393962636-401735938750884167?l=para-fraseandoarotina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/feeds/401735938750884167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7166937281393962636&amp;postID=401735938750884167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/401735938750884167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7166937281393962636/posts/default/401735938750884167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://para-fraseandoarotina.blogspot.com/2008/11/sonho.html' title='Sonho'/><author><name>Iuri Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01665133079365345250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15505507046264518030'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>